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Aplicativo para técnico de elevador: o que ele precisa ter para funcionar na casa de máquinas

O técnico de elevador trabalha nos dois lugares onde o celular menos funciona: a casa de máquinas e o poço. Um aplicativo que só funciona com sinal, ou que exige mais toques do que o bloco de papel, dura uma semana no bolso dele. Este guia lista o que o aplicativo precisa ter e como testar antes de assinar.

O que o aplicativo faz no dia do técnico

Antes de comparar telas, vale nomear o que o técnico precisa resolver com o celular na mão:

  • A rota do dia: quais condomínios, quais elevadores, quais preventivas ainda faltam no mês.
  • O chamado que chega: endereço, qual elevador, o defeito relatado e quem abriu; um jeito de dizer "a caminho" e "cheguei" sem ligar para o escritório.
  • A visita: tipo, hora de chegada e de saída, serviços executados, peças usadas ou solicitadas, situação do elevador ao sair, observações, fotos e a assinatura de quem recebeu. É a CVT, só que preenchida no celular.
  • O histórico do elevador: o que foi feito nas últimas visitas, por quem, e que peça foi trocada. Sem isso, cada técnico novo começa do zero.

O que não pode faltar

  1. Funcionar sem sinal. O aplicativo guarda a visita no aparelho e envia sozinho quando a conexão volta. O técnico não precisa saber se está conectado; se o celular desligar no meio, o que já foi digitado continua lá; e a hora que chega ao escritório é a hora da visita, não a do envio. Se isso falha, o técnico volta ao papel na primeira semana.
  2. Assinatura na tela, com prova. Quem recebeu assina com o dedo, e o registro guarda nome e função de quem assinou, data, hora, o aparelho e a localização no instante da assinatura. Depois de assinado, o documento não pode ser alterado. O rabisco sozinho não prova nada; o conjunto, sim.
  3. Fotos anexadas à visita. Pela câmera, na hora, com legenda: o cabo desgastado, o quadro de comando, o poço antes e depois. A foto fica presa à visita, no histórico do elevador, e o escritório vê sem precisar pedir pelo WhatsApp.
  4. Peça registrada na visita vira orçamento. O técnico marca a peça que precisa ser trocada e o comprovante diz "necessária a substituição; orçamento será enviado". O escritório vê no mesmo dia; nada depende de bilhete nem de memória.
  5. O elevador certo. Prédio com dois ou três elevadores precisa de identificação por equipamento, não por condomínio. O que o técnico registra num elevador é o que aparece no histórico daquele elevador, e as preventivas chegam ao morador pela página que ele abre no QR Code colado na cabina.
  6. Pouca digitação. Condomínio, elevador, técnico e hora de chegada já vêm preenchidos; serviços e peças saem de listas; o rascunho não se perde. Cada campo a mais precisa se pagar em prova ou em tempo do escritório.
  7. Cabe no celular que o técnico já tem. Botões grandes, letra legível na cabina mal iluminada, e nada de exigir aparelho novo.
  8. Cada um vê o que é seu. O técnico vê a rota dele e o histórico dos elevadores que atende; não vê o financeiro nem os outros clientes da empresa.
A comparação certa é entre o aplicativo e o bloco de duas vias que o técnico já domina. O bloco tem uma vantagem imbatível: nunca fica sem sinal. O aplicativo só ganha quando iguala isso e devolve algo em troca: o comprovante chega ao síndico na hora, a peça vira orçamento, o histórico fica pesquisável.

Como avaliar em 20 minutos

Peça o acesso de teste e faça o roteiro abaixo com o celular do técnico, não com o computador do vendedor:

  1. Modo avião. Preencha uma visita inteira: serviços, uma peça solicitada, uma foto pela câmera e a assinatura. Desligue o modo avião e confira se chegou no escritório com a hora da visita, não a do envio.
  2. Desligue o celular no meio de uma visita. Ao ligar de novo, o rascunho tem de estar lá.
  3. Dois elevadores. Registre uma preventiva num prédio com dois equipamentos e veja se o histórico foi para o elevador certo.
  4. O PDF que o síndico recebe. Abra o comprovante: nome de quem recebeu, assinatura, hora de chegada e de saída, peça solicitada. É isso que a administradora vai cobrar. Depois, abra a visita no escritório e confira se a foto está lá.
  5. A peça. Quanto tempo leva, do registro na visita até aparecer como orçamento para o escritório enviar?
  6. Pergunte o que fica guardado além da imagem da assinatura: data, hora, aparelho, localização e um registro que não pode ser alterado depois.
  7. Pergunte quem atende o técnico quando o aplicativo trava dentro de uma casa de máquinas às 7h da manhã, e por qual canal.

O que o aplicativo não precisa ter

Desconfie do que só serve na demonstração: gráfico no celular do técnico, cadastro de cliente em campo, chat interno. O técnico precisa registrar a visita e ir para o próximo elevador. Tudo o que não ajuda nisso é toque a mais, e toque a mais é o que devolve o bloco de papel ao bolso.

Como é na E6

No sistema E6, o técnico abre a rota do dia e os chamados no celular (no navegador ou no aplicativo para Android) e recebe o chamado no WhatsApp, respondendo "estou a caminho" ali mesmo. A visita é preenchida sem sinal, com serviços e peças em listas, fotos pela câmera e assinatura na tela; o aparelho envia sozinho quando a conexão volta, com a hora certa. O comprovante vira um PDF numerado que chega por e-mail ao síndico na hora, a peça solicitada vira orçamento para o escritório, e a preventiva concluída aparece no QR Code do elevador. O técnico vê só a rota dele.

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