CVT de elevador: o que é o Comprovante de Visita Técnica e o que ele precisa ter
A CVT é o documento que prova que a manutenção do elevador aconteceu: quem foi, quando chegou, o que fez e quem recebeu. Quando ela falta ou vem incompleta, a conservadora fica sem prova e o síndico sem resposta.
O que é a CVT
CVT é a sigla de Comprovante de Visita Técnica. É o registro de cada visita que a empresa de manutenção (a conservadora) faz a um elevador: preventiva mensal, chamado de emergência, troca de peça ou vistoria. No papel, é aquele bloco de duas ou três vias que o técnico carrega e pede para o porteiro assinar. No sistema, é o mesmo documento, só que preenchido no celular e guardado para sempre.
Ela cumpre três papéis ao mesmo tempo. É a prova de que a conservadora cumpriu o contrato de conservação, é a resposta ao síndico quando alguém pergunta "a manutenção veio este mês?" e é o histórico do equipamento, a base para saber que peça foi trocada, quando e por quem.
Por que ela importa mais do que parece
- Contrato. O contrato de conservação promete visitas periódicas. Sem comprovante, a promessa não tem como ser demonstrada, nem na renovação nem numa disputa de cobrança.
- Fiscalização. Em muitas cidades a prefeitura exige que a conservadora esteja cadastrada e mantenha registro das manutenções; em São Paulo, por exemplo, há cadastro obrigatório e inspeção anual. O histórico de CVTs é o que se apresenta.
- Acidentes e seguros. Se algo acontece com o elevador, a primeira pergunta é "quando foi a última manutenção e o que foi feito?". A CVT responde; a memória do técnico, não.
- Relação com o condomínio. Um síndico que recebe o comprovante na hora, por e-mail, para de ligar para perguntar se o técnico passou. O escritório atende menos telefone.
O que uma CVT válida precisa ter
Não existe um modelo único obrigatório por lei federal, mas a prática do setor, os contratos e as leis municipais convergem para os mesmos campos. Um comprovante completo traz:
- Identificação do condomínio e do elevador: endereço, número do equipamento (ou identificação interna) e marca/modelo. Prédios com mais de um elevador precisam saber qual foi atendido.
- Data, hora de chegada e hora de saída: a duração da visita diz muito sobre o que foi possível fazer.
- Tipo da visita: preventiva, corretiva (chamado), emergência, vistoria.
- Técnico responsável (e auxiliar, se houver), identificado.
- Serviços executados: o que foi verificado, ajustado, lubrificado, trocado.
- Peças aplicadas ou solicitadas, com a indicação de que houve orçamento quando for cobrado à parte.
- Situação do elevador ao sair: funcionando, parado aguardando peça, parado por segurança.
- Quem recebeu: nome e função (porteiro, zelador, síndico) e a assinatura.
- Observações: o que o técnico viu e recomenda, mesmo que não tenha feito.
Papel ou celular?
O bloco de papel funciona até o dia em que a via da conservadora some, a letra do técnico não sai, ou ninguém acha o comprovante de março quando o síndico pede em novembro. A CVT digital resolve isso com quatro coisas que o papel não tem:
- Assinatura na tela, guardada junto com o documento, com data, hora e o aparelho em que foi colhida.
- Hora registrada pelo sistema, não pelo relógio de quem preenche.
- Localização do celular no momento da assinatura, quando o técnico autoriza.
- Envio automático ao síndico e à administradora, em PDF, no instante em que a visita termina, e um histórico pesquisável por condomínio e por elevador.
O ponto que costuma travar a mudança é o sinal: casa de máquinas e poço não têm internet. Um sistema feito para elevador precisa registrar a visita sem conexão e enviar sozinho quando o celular voltar a ter sinal. Senão, o técnico volta ao papel na primeira semana.
Como é na E6
No sistema E6, a CVT é preenchida no celular do técnico, funciona sem sinal, colhe a assinatura de quem recebeu na tela, registra hora e localização, vira um PDF numerado e chega por e-mail ao síndico na hora. O condomínio acompanha pelo portal, e o histórico das preventivas do prédio fica disponível para o morador pelo QR Code colado na cabina. A conservadora fica com a prova e o síndico com a resposta, sem ninguém procurar o bloco.
Quer ver isso funcionando na sua operação?
Uma demonstração de 30 minutos por vídeo, com um caso seu. Depois, um piloto de 30 dias com um técnico e uma rota, sem custo.