Guia · Conservadoras e síndicos

QR Code no elevador: o histórico de manutenção na câmera do morador

Um adesivo de dois centímetros colado na cabina responde à pergunta que mais chega ao síndico e à portaria: "a manutenção do elevador está em dia?". Quem entra aponta a câmera e vê.

O que é

É um adesivo com um QR Code, colado na parte interna da cabina. Ao apontar a câmera do celular, o morador abre uma página com o histórico de manutenções preventivas, sem instalar aplicativo nem criar senha. O código pode ser um por prédio, com o mesmo adesivo em todas as cabinas, ou um por elevador, quando cada cabina precisa mostrar só o seu histórico.

Por que colocar

  • Menos ligação. A dúvida "veio a manutenção?" se resolve na cabina, não no telefone do síndico nem no balcão da portaria.
  • Confiança visível. A conservadora que mostra as datas das visitas está dizendo "eu venho todo mês" de um jeito que ninguém precisa acreditar: basta olhar.
  • Argumento comercial. Para a conservadora, é a única propaganda que fica dentro do elevador do cliente, todo dia, para todo morador, inclusive o síndico do prédio vizinho que veio visitar.
  • Transparência sem custo. A informação já existe (as CVTs); o adesivo só a torna acessível.

O que a página deve mostrar e o que não deve

Mostrar: o nome do condomínio, a identificação do elevador, as datas e horários das manutenções preventivas, e o nome da conservadora com um canal de contato. É o suficiente para responder à pergunta.

Não mostrar: nome do técnico, assinatura, CPF de quem recebeu, valores, peças, defeitos ou observações. Isso é informação do contrato entre conservadora e condomínio, não do público que entra no elevador. Além disso, é dado pessoal, que a LGPD manda não expor sem necessidade. Página pública é página enxuta.

Uma boa página pública diz de onde a data veio: "histórico registrado no sistema a partir de tal data". Sem isso, um morador de um prédio de 30 anos pode entender que o elevador só é mantido desde o mês em que o sistema foi implantado.

Como imprimir e colar

  • Tamanho: a partir de 2 cm o código lê bem a uns 20 cm de distância, que é como o morador aponta o celular na cabina. Um adesivo maior (3 a 4 cm) ajuda em cabinas mal iluminadas.
  • Zona de silêncio: margem branca em volta do código. Sem ela a câmera não isola o código do fundo.
  • Material: vinil ou papel adesivo com laminação; a cabina é limpa com produto e pano todos os dias.
  • Posição: na altura dos olhos, ao lado da botoeira ou do indicador de andar, onde a pessoa já olha enquanto espera.
  • Folha: o ideal é o sistema gerar a folha de adesivos em PDF, pronta para imprimir e recortar de uma vez.

Segurança do link

O código deve levar a um endereço com um identificador impossível de adivinhar (um token longo), e não a um número em sequência. Assim ninguém chega ao histórico de outro prédio trocando um dígito. E se um adesivo for danificado, o sistema gera outro com o mesmo destino.

Como é na E6

No sistema E6 cada condomínio ganha um código próprio, longo e impossível de adivinhar, e o mesmo adesivo vai em todas as cabinas do prédio. A folha sai pronta em PDF, no tamanho que a conservadora escolher (de 1 a 56 adesivos por folha), com o nome do condomínio e a chamada "aponte a câmera e veja o histórico". A página pública mostra só as preventivas do prédio, com a data de início do registro, na marca da conservadora, e o morador não precisa de aplicativo nem de cadastro.

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