Checklist de manutenção preventiva de elevadores: o que verificar e registrar
A preventiva boa é a que se repete igual todo mês, em todo elevador, com registro. Esta lista é um ponto de partida organizado por área; o manual do fabricante e a NBR 16083 mandam no detalhe.
Antes de começar
- Avise a portaria que o elevador ficará fora de serviço e sinalize a cabina.
- Confira os EPIs (capacete, luvas, calçado de segurança, cinto quando houver risco de queda) e a lanterna.
- Anote a hora de chegada, que vai para a CVT.
Cabina
- Iluminação normal e de emergência; ventilação.
- Botoeira: todos os andares, abrir/fechar porta, alarme.
- Intercomunicador ou interfone funcionando com a portaria.
- Indicador de posição e setas de direção.
- Nivelamento nos andares (degrau entre cabina e piso).
- Estado do piso, do espelho, do corrimão e do painel, sem fixação solta.
- Placa de capacidade e identificação do elevador legíveis.
Portas de pavimento e de cabina
- Abertura e fechamento suaves, sem ruído ou travamento.
- Sensor/cortina de luz reabrindo a porta ao encontrar obstáculo.
- Trincos e contatos de porta: o elevador não pode se mover com porta aberta.
- Soleiras limpas, sem detritos na guia da porta.
- Fechadores e cabos das portas de pavimento.
Casa de máquinas
- Acesso restrito, limpo, iluminado e sinalizado; sem material estranho guardado.
- Máquina de tração: ruído, temperatura, vazamento de óleo; nível de óleo do redutor quando houver.
- Freio: atuação e folgas.
- Polias e cabos de tração: desgaste, fios rompidos, lubrificação, tensão equalizada.
- Quadro de comando: conexões, contatoras, sinais de aquecimento; ventilação do quadro.
- Limitador de velocidade: cabo e atuação.
- Extintor e iluminação de emergência do ambiente.
Caixa (poço) e topo da cabina
- Guias: fixação, lubrificação (quando aplicável), desgaste dos cursores/roletes.
- Contrapeso: fixação dos blocos e estado do cabo.
- Para-quedas: inspeção visual e teste conforme o manual.
- Sensores e chaves de fim de curso; interruptores de inspeção no topo da cabina.
- Fundo do poço: seco, limpo, iluminado; para-choques (amortecedores) íntegros; chave de parada acessível.
- Cabos de manobra (cabo de comando da cabina) sem desgaste.
Dispositivos de segurança que nunca podem faltar
- Contatos de porta (cabina e pavimento).
- Limitador de velocidade e para-quedas.
- Fins de curso e limites de percurso.
- Freio da máquina.
- Alarme e intercomunicador da cabina.
- Dispositivo de resgate (manual ou automático) e instrução de resgate afixada na casa de máquinas.
O que registrar (a CVT)
A lista acima só vale se for registrada, no papel ou no celular. Para cada visita, registre: data, hora de chegada e de saída, elevador atendido, itens verificados, o que foi ajustado ou lubrificado, peças trocadas ou solicitadas (com orçamento quando cobrado), situação do elevador na saída (funcionando, parado aguardando peça, parado por segurança), observações e recomendações, e a assinatura de quem recebeu. Um checklist digital garante que os itens sejam sempre os mesmos e que nada seja "esquecido" num mês apertado.
Frequência
Preventiva mensal é a prática consolidada no setor e o que os contratos de conservação costumam prometer. Itens de maior desgaste (cabos, freio, para-quedas) têm testes com periodicidade própria definida pelo fabricante. Onde a lei municipal exige, há ainda a inspeção anual com laudo do responsável técnico.
Como a E6 ajuda
No sistema E6 o técnico abre a visita no celular, registra o que verificou e o que fez, fotografa o que importa, marca peças a orçar e colhe a assinatura de quem recebeu, sem sinal se precisar. A CVT vira um PDF numerado e chega ao síndico na hora; a próxima preventiva já aparece na rota. O checklist deixa de ser um bloco e vira o histórico do elevador.
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