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Modelo de CVT: o que o comprovante de visita técnica de elevador precisa conter

Não existe um modelo oficial de CVT por lei federal. O que existe é o que os contratos, as administradoras e as fiscalizações municipais esperam encontrar quando pedem a prova de uma visita. Este guia lista os blocos de um comprovante completo e traz um modelo em texto para copiar, para usar no papel ou no sistema.

Os nove blocos de uma CVT completa

  1. Quem fez a manutenção. Nome da conservadora, CNPJ, responsável técnico com o registro no CREA e um contato. É o que a administradora confere primeiro e a fiscalização pede.
  2. Onde e em qual elevador. Nome e endereço do condomínio e a identificação do elevador: número interno, marca e modelo, capacidade. Prédio com dois elevadores precisa de dois comprovantes, ou de um que diga qual foi atendido.
  3. A visita. Número do comprovante, tipo (preventiva, corretiva por chamado, emergência, vistoria), data, hora de chegada e de saída, técnico e auxiliar, e o chamado ou a ordem de serviço de origem.
  4. Serviços executados. O que foi verificado, ajustado, lubrificado, regulado ou trocado, item por item. Na preventiva, são os itens do checklist; "serviços executados: manutenção" não é registro.
  5. Peças. Duas listas: as aplicadas (com quantidade) e as solicitadas, com a indicação de que "é necessária a substituição e o orçamento será enviado". Peça não é trocada e cobrada depois; o comprovante é onde o pedido nasce.
  6. Situação do elevador na saída. Funcionando; parado aguardando peça; parado por segurança. E a quem a chave foi devolvida.
  7. Observações e recomendações. O que o técnico viu e recomenda, mesmo sem ter feito: desgaste que vai virar troca, ruído a acompanhar, uso indevido.
  8. Responsabilidade do condomínio. O que fica a cargo do prédio depois que o técnico sai: manter o elevador parado quando a recomendação for parar, manter a casa de máquinas trancada e restrita, responder ao orçamento das peças indicadas e avisar a conservadora de qualquer anormalidade. Costuma vir em letra miúda; deveria vir com o mesmo peso dos outros blocos, porque é o que protege as duas partes quando algo acontece.
  9. Quem recebeu e a assinatura. Nome e função de quem recebeu (porteiro, zelador, síndico) e a assinatura, mais a do técnico. No digital, a assinatura vem com data, hora, aparelho, localização no instante em que foi colhida e um código que prova que o documento não foi alterado depois.
O comprovante existe para responder três perguntas, meses depois, sem depender da memória de ninguém: quem esteve lá, o que fez e quem viu. O que não responde a nenhuma das três é enfeite.

Modelo de CVT em texto

Copie e adapte à sua empresa. Os campos entre colchetes são preenchidos a cada visita.

BlocoConteúdo
CabeçalhoCOMPROVANTE DE VISITA TÉCNICA (CVT) nº [000000] · [Nome da conservadora] · CNPJ [00.000.000/0000-00] · Responsável técnico: [nome], CREA [UF 000000] · [contato]
Condomínio[Nome do condomínio] · [Endereço completo] · Contrato nº [000]
Elevador[Identificação interna: social 1, serviço, etc.] · [Marca / modelo] · Capacidade: [8 pessoas / 600 kg] · Paradas: [00]
VisitaTipo: ( ) preventiva ( ) corretiva (chamado nº [0000]) ( ) emergência ( ) vistoria · Data: [data] · Chegada: [hora] · Saída: [hora] · Técnico: [nome] · Auxiliar: [nome]
Serviços executados[ ] Cabina · [ ] Portas · [ ] Casa de máquinas · [ ] Poço · [ ] Dispositivos de segurança · [ ] Nivelamento · Descrição: [o que foi ajustado, lubrificado, regulado ou trocado]
Peças aplicadas[Peça]: quantidade [00] · [Peça]: quantidade [00]
Peças solicitadas[Peça]: necessária a substituição; orçamento será enviado ao condomínio
Situação na saída( ) Em funcionamento ( ) Parado aguardando peça ( ) Parado por segurança · Chave devolvida a: [nome e função]
Observações[O que o técnico viu e recomenda, mesmo sem ter executado]
Responsabilidade do condomínioO condomínio se compromete a manter o elevador fora de serviço quando assim recomendado, a manter a casa de máquinas trancada e com acesso restrito a pessoas autorizadas, a responder ao orçamento das peças indicadas e a comunicar de imediato qualquer anormalidade no funcionamento do equipamento.
RecebimentoRecebido por: [nome] · Função: [porteiro / zelador / síndico] · Assinatura: ________ · Técnico: [nome] · Assinatura: ________
Registro (digital)Assinado em [data e hora] no aparelho [modelo], localização [lat, long] · Código de verificação: [hash] · Enviado por e-mail a [síndico / administradora] em [data e hora]

Os erros que anulam o comprovante

  • Bloco assinado antes de preencher. A assinatura confirma o que está escrito; sem nada escrito, não confirma nada.
  • Hora de saída em branco. A visita pode ter durado dois minutos ou duas horas, e a administradora presume o pior.
  • Elevador não identificado. Em prédio com mais de um equipamento, o comprovante genérico não prova a manutenção de nenhum.
  • Peça "trocada" sem orçamento aprovado. Vira cobrança contestada. O comprovante registra a necessidade; a troca vem depois da aprovação.
  • A via da conservadora que some. No papel, a única prova da empresa é a via que o técnico leva de volta e que precisa ficar arquivada por anos.

Papel ou digital

O modelo acima funciona num bloco de duas ou três vias. No digital, os blocos 1, 2 e 3 já vêm preenchidos, serviços e peças saem de listas, a assinatura é colhida na tela do celular e o PDF chega ao síndico por e-mail assim que a visita termina, sem que ninguém do escritório digite nada. E, como o técnico trabalha na casa de máquinas e no poço, o sistema precisa registrar tudo sem sinal e enviar quando a conexão voltar. Mais sobre isso no guia CVT de elevador: o que é e o que precisa ter.

Como é na E6

O PDF da CVT do sistema E6 segue essa estrutura: a marca da conservadora no cabeçalho e o registro no CREA no rodapé; tipo de atendimento e número; condomínio, elevador e técnico; serviços e peças em tabelas, com a peça solicitada marcada como "necessária a substituição; orçamento será enviado"; situação do elevador e devolução da chave; a responsabilidade do condomínio em destaque; e a assinatura de quem recebeu, colhida na tela do celular, com data, hora, aparelho, localização e uma trilha de auditoria que impede alteração depois. As fotos ficam anexadas à visita, no histórico do elevador. Sai numerado, funciona sem sinal e chega por e-mail ao síndico na hora.

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