Guia · Conservadoras e síndicos

Preventiva, corretiva e emergencial: os três tipos de visita ao elevador

Toda visita ao elevador tem um motivo, e o motivo muda o prazo, o que fica registrado e quem decide a troca de peça. Separar bem os três tipos é o que faz o contrato, o relatório e a conversa com o síndico baterem.

A preventiva: a visita que está no calendário

É a visita programada, com o elevador funcionando. O técnico inspeciona, limpa, lubrifica, ajusta e testa os itens de segurança, seguindo o plano de manutenção do equipamento. A ABNT NBR 16083 trata das instruções de manutenção de elevadores, escadas e esteiras rolantes; a frequência de cada atividade vem do fabricante, do contrato e da legislação do município. Nos contratos de condomínio, o mínimo mensal é o mais comum.

O que se confere em cada visita está no checklist da manutenção preventiva. O que o síndico precisa receber é o comprovante: a data, a hora de chegada e de saída, os elevadores visitados, o que foi feito e quem recebeu.

A corretiva: depois de um defeito

É a visita para consertar o que deu problema: um ruído novo, uma porta que não fecha, um botão que não responde, um elevador que parou. Ela nasce de um chamado do condomínio ou de algo que o técnico encontrou na preventiva. O comprovante da corretiva diz o que estava errado, o que foi feito e se ficou alguma peça pendente.

Quando o conserto precisa de peça fora do contrato, o caminho certo é o orçamento por escrito antes da troca, com a aprovação do síndico. Peça trocada sem orçamento aprovado é a discussão mais comum entre condomínio e conservadora.

A emergencial: quando não dá para esperar

É o atendimento com prioridade máxima: passageiro preso na cabina, elevador parado com risco, queda de energia com gente dentro. O contrato deve dizer o prazo de chegada e o telefone do plantão de 24 horas. O que a portaria e o síndico fazem enquanto o técnico não chega está no guia elevador parado: o que fazer.

Depois do resgate, a emergencial costuma virar uma corretiva: o técnico descobre por que o elevador parou e registra o conserto.

Lado a lado

TipoQuando e o prazoO comprovante mostra
PreventivaNo calendário, com o elevador funcionando, na frequência do contratoO que foi inspecionado e ajustado
CorretivaDepois de um defeito ou a pedido, no prazo que o contrato dá aos chamadosO defeito, o conserto e a peça pendente
EmergencialGente presa ou risco, no prazo mais curto do contrato, a qualquer horaA hora do chamado, da chegada e do resgate

Por que separar no registro

  • O contrato. A preventiva costuma estar no valor mensal; a peça da corretiva, não. Misturar os dois tipos esconde o que foi pago à parte.
  • O equipamento. Muitas corretivas no mesmo elevador são o sinal de que ele pede uma reforma ou uma modernização, e o síndico precisa desse número para levar à assembleia.
  • O prazo. Medir o tempo de chegada só faz sentido nas corretivas e nas emergenciais: são elas que o contrato promete atender em horas.
  • A confiança. O morador que vê as preventivas em dia entende que a parada foi um imprevisto, não abandono.

Como é na E6

No sistema E6, a CVT nasce com o tipo da visita: preventiva, corretiva, emergencial ou execução de ordem de serviço. A visita aberta a partir de um chamado emergencial já sai como emergencial, sem depender de o técnico escolher. A preventiva entra na conta do que falta visitar no mês, por rota. Quando a CVT é emitida, o chamado que deu origem à visita fecha sozinho, até quando o celular estava sem sinal. E a peça pedida na visita vira orçamento para o síndico aprovar no portal, antes da troca.

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